O deputado estadual Professor Bonatto (PSD) está de volta à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul após decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) que concedeu efeito suspensivo ao recurso apresentado pela defesa. Com isso, o parlamentar reassume o mandato enquanto o processo relacionado à sua desfiliação partidária segue em tramitação na Justiça Eleitoral.
A ação que resultou no afastamento do deputado não envolve denúncia de desvio de recursos públicos, corrupção ou qualquer prática relacionada à utilização indevida do dinheiro público. A discussão judicial está relacionada exclusivamente à sua saída do PSDB e à posterior filiação ao PSD fora do período da janela partidária e sem anuência da antiga legenda. Bonatto deixou o partido em um contexto político no qual buscava disputar novamente a Prefeitura de Viamão, motivado pela intenção de voltar a contribuir diretamente com a cidade e trabalhar para colocá-la novamente no rumo certo.
“É importante deixar claro para a população que não estamos falando de corrupção, de desvio de dinheiro público ou de qualquer irregularidade na gestão dos recursos públicos. É uma discussão de natureza partidária, relacionada à minha decisão de deixar uma legenda e seguir outro caminho político. Tomei essa decisão porque acredito em Viamão, porque acredito que a cidade pode avançar e porque, naquele momento, queria estar à disposição para ajudar a colocar Viamão novamente no rumo certo”, afirmou Professor Bonatto.
O retorno ocorre em razão do efeito suspensivo do recurso, conforme decisão da Presidência do TRE-RS. Segundo o Tribunal, nos recursos ordinários de natureza eleitoral, o efeito suspensivo decorre da própria legislação, permitindo a manutenção do mandato enquanto o recurso é analisado.
“Sigo trabalhando com a mesma disposição, com a consciência tranquila e com o compromisso de continuar fazendo aquilo que sempre fiz: trabalhar pelas pessoas, por Viamão e pelo Rio Grande do Sul. Minha trajetória pública é conhecida e é pelo trabalho que realizei até aqui que quero continuar sendo julgado pela população”, acrescentou o deputado.